Seria o acaso?

Ela saiu de casa vestida para um domingo cinza.

Tinha feito uma trança desajeitada, estava de camiseta e moletom. Era um domingo com sol e frio e fora andando até o shopping, então podemos dizer que não estava muito apresentável. E assim chegou ao shopping e foi ao seu lugar preferido da cidade: A livraria.

A cafeteria estava vazia, afinal, era um domingo no horário de almoço então se sentou para um café. Ela tinha até se esquecido que tinha marcado com um amigo, aquele que sua amiga dizia que combinava com Ela. Eles já tinham se conhecido e desmentido todo esse blá blá blá e hoje eram (pelo menos ela achava), amigos.

Sentada com o café Ele chegou, todo desajeitado e com o seu cabelo curto ajeitado, depois dos comprimentos usuais eles ficaram um tempo por ali conversando, o de sempre: livros, filmes e escritos de ambos. Durante um silêncio não constrangedor Ele diz:

– Eu não gosto de café

– Só posso lamentar por você – Ela diz, de uma forma séria.

Seria uma tarde agradável (eles já tinham feito isso antes). O horário que tinham marcado era horrível. Ela tomou café da manhã no horário do almoço e Ele teria que almoçar no shopping.

– Senta do meu lado –  Ele disse quando estavam na praça de alimentação. Talvez fosse para ela não ficar olhando ele mastigar.

Aos poucos, as calças jeans foram se encostando, as mãos ficaram mais próximas: das costelas. É claro.

Ele engasgou, então ela esperou que ele terminasse seu quarteirão. Continuaram brincando de cócegas, eram amigos.

Até que um cutucão levou a um beijo. Tudo que Ela pensava era “Isso não pode estar acontecendo”. Tanto tempo já tinha se passado desde a primeira vez que tinham saído, aquela ideia os faziam rir. Eles dois? Juntos? Até parece que daria certo!

Aquele dia foi diferente, talvez tenha sido porque Ela não se arrumava mais ou porque ele ao invés de ficar nervoso, com um fato de ser um encontro ficava a vontade, era a sua amiga.

Terminaram a saída, não sei. Talvez tenha sido um encontro, nem eles sabiam. Ela voltou pensando que aquilo tinha sido legal e Ele sorrindo porque tinha conseguido alguém que era para ter sido “o encontro ideal”. Mas, ao contrário, tinha dado errado, tornou-se amiga e só agora, depois de tempos, a que fazia o coração dele bater mais rápido.

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Inspiração e homenagem: Seria o acaso.

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One thought on “Seria o acaso?

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